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Mostrando postagens de janeiro, 2021

Quem muito ajuda, atrapalha

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 Tem uma psicóloga que eu gosto muito no Instagram. É a Aline Lima. Nessa semana, ela compartilhou uma frase e um texto que me fizeram pensar bastante e confirmar o que eu já estava pensando há um tempo. Foi exatamente o título desse artigo: quem muito ajuda, atrapalha. E aí eu fiquei pensando no quanto eu gosto de ajudar as pessoas. No quanto eu abro mão de mim mesma para me doar para alguém, no quanto eu quero estar presente, auxiliando como se eu fosse muito necessária ali, para aquela pessoa, para aquele lugar. E o que eu venho percebido nos últimos tempos é que nem sempre a pessoa precisa ou quer a sua ajuda. Talvez ela nem ache que precisa de ajuda. O que para mim é uma questão, para ela pode ser algo bem resolvido. O que eu acho necessário, para ela é supérfluo. E então eu me dei conta do quanto posso estar invadindo a vida do outro a partir do meu olhar, da minha vivência, da minha história, do meu mundo que, obviamente, não é igual ao mundo e nem à vivência do outro....

O mito da produtividade

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  Dia desses, estava eu tentando atravessar uma rua (uma BR, na verdade) extremamente movimentada para chegar até a casa da minha mãe. Faço esse trajeto às vezes, quando saio do trabalho e quero ver como estão as coisas por lá. Pois bem, enquanto eu estava esperando o fluxo de carros diminuir, eis que me pego pensando em alguma tarefa que eu poderia executar para “aproveitar” aquele tempo “ocioso”. Veja só, o tempo que eu deveria usar para observar a rua, me certificando que eu não sofreria nenhum acidente ao atravessar, eu estava mais preocupada com produtividade. Eu poderia até usar esse tempo, que geralmente demora alguns minutos por causa do horário de rush, para ver uma notificação no celular, atender uma ligação ou qualquer outra coisa mais rápida. Porém, o que me veio à cabeça foi que aquele tempo ali estava sendo perdido, jogado fora e que poderia muito bem ser usado de forma mais útil. Percebe como é diferente? Me dei conta a tempo e pensei o quanto estava sendo boba. Prod...

Por que borboletando?

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  Criar o nome de um blog é uma tarefa bem difícil. A gente nunca sabe o que escolher, como escolher, por que escolher e tal.  Sempre gostei de borboletas. Tenho um apreço especial por elas.  Gosto das cores e todas as suas combinações. Gosto da leveza, das asas grandes. Gosto porque elas voam e acredito que ser livre é muito bom. Borboletas são seres transformados. Antes, eram lagartas. Rastejavam, causavam repulsa, talvez. Depois de um período de metamorfose, dentro do casulo, elas se transformaram em um serzinho que voa, que sai do chão, que despertam admiração e não mais asco ou medo. Amo borboletas. E pra mim elas representam isso: a transformação, a evolução, a mudança. É o que venho tentando conquistar nos últimos tempos: a evolução por meio do autoconhecimento. É uma necessidade e uma maneira de me manter viva. Também é um meio de me ver livre, talvez até de mim mesma, do que me aprisiona, do que me impede de voar e viver. Por isso, dei esse nome ao blog. Bem...

Blog: o começo de tudo

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Esse não é o meu primeiro blog. Já criei um há alguns anos e lá eu desabafava tudo, ou quase, como um diário. Depois, abandonei. Porém, comecei a trabalhar com redação e produção de conteúdo e criar um blog é uma das estratégias mais recomendadas para treinar a escrita. Mais do que isso, pra mim, um blog é um espaço onde eu posso falar. Falar de tudo, falar de mim, falar da rotina, da vida, do tempo, de tudo. Demorei a dar o primeiro passo porque todo mundo dizia que eu tinha que focar e falar de algo que eu gostasse, mas eu sou péssima em fazer escolhas diante de tantas opções :D Li então uma frase que me impactou, apesar de tão simples. Uma escritora que acompanho no Insta, mas que não lembro o nome, falou que o blog seria uma maneira de extravasar, de treinar não só a escrita, mas a mente e que, por isso, eu poderia sim falar sobre tudo que eu quisesse, sem ter que seguir regras. Então, aqui estou eu, pronta para falar de tudo que eu quiser, ao menos quando for possível hahaha. A re...