O mito da produtividade

 

Dia desses, estava eu tentando atravessar uma rua (uma BR, na verdade) extremamente movimentada para chegar até a casa da minha mãe. Faço esse trajeto às vezes, quando saio do trabalho e quero ver como estão as coisas por lá.

Pois bem, enquanto eu estava esperando o fluxo de carros diminuir, eis que me pego pensando em alguma tarefa que eu poderia executar para “aproveitar” aquele tempo “ocioso”. Veja só, o tempo que eu deveria usar para observar a rua, me certificando que eu não sofreria nenhum acidente ao atravessar, eu estava mais preocupada com produtividade.

Eu poderia até usar esse tempo, que geralmente demora alguns minutos por causa do horário de rush, para ver uma notificação no celular, atender uma ligação ou qualquer outra coisa mais rápida.

Porém, o que me veio à cabeça foi que aquele tempo ali estava sendo perdido, jogado fora e que poderia muito bem ser usado de forma mais útil. Percebe como é diferente? Me dei conta a tempo e pensei o quanto estava sendo boba.

Produtividade em dose dupla?

No dia a dia é bem legal a gente aproveitar uma tarefa para fazer outra e, dessa forma, ganhar tempo. Lavar louça e ouvir uma aula, tomar banho e lavar o banheiro, hidratar o cabelo e ler um livro, coisas assim. Mas não o tempo todo e a toda hora, né?

Também temos a necessidade de não fazer nada. De ter um tempo ocioso.E isso não quer dizer que não estejamos sendo produtivas. Pelo contrário, estamos cuidando da gente, da nossa alma, do nosso corpo, do nosso bem-estar. O que é fundamental para que possamos sim produzir na intensidade que precisamos, sem ter que aproveitar todo e qualquer momento de respiro.

Confesso que tenho muito o que aprender em relação a isso. Sou procrastinadora nata. Sinto culpa quando não faço o que deveria (e continuo não fazendo hahaha), mas estou na luta para mudar.

Mas, e aí? O que eu fiz? Não fiz! Rsrsrs

Ou melhor, fiz o que deu. Fiquei com meus pensamentos, observei as pessoas, a paisagem ao redor até chegar o momento certo de passar. E depois vim escrever esse post.

E, você? Acha que eu tô exagerando ou você também já passou por algo parecido? Conta pra mim.


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